Uma nova pesquisa da empresa de análise Nielsen Online concluiu que o crescimento do uso de Internet via dispositivos móveis está aumentando oito vezes mais rápido que o acesso via PC, com mais de sete milhões de pessoas agora navegando via telefone celular.
Segundo a Nielsen Online, cerca de 7,3 milhões de pessoas acessaram a Internet via telefones móveis durante o segundo e o terceiro trimestres de 2008.
O estudo concluiu também que a audiência da Internet móvel é mais jovem que a da Internet convencional, com um quarto apresentando idade entre 15 e 24 anos e 12% apresentando 55 ou mais.
A audiência jovem também mostrou interesse por diferentes assuntos, entre eles notícias, meteorologia e conteúdo esportivo.
De acordo com o estudo, a BBC News é hoje o site mais visitado via dispositivos móveis, com quase um quarto de toda a audiência. Outros sites móveis populares incluem BBC Weather e Sky Sports.
Invadir computadores através do acesso à Internet está se tornando cada vez mais comum, causando sérios problemas aos usuários. Mesmo aqueles que têm sua máquina devidamente protegida, com antivírus e firewall, podem cair na armadilha de hackers e/ou crackers.
Criminosos ou usuários mal-intencionados tiram proveito do que sabem sobre o mundo virtual para invadir computadores e roubar informações confidenciais, a fim de vendê-las ou utilizá-las para aplicar golpes na Web.
É fundamental ser mais forte que sua curiosidade e nunca abrir emails de contatos desconhecidos e não baixar nenhum arquivo suspeito. Um simples clique em um link, inclusive durante a navegação em um dos seus sites preferidos, pode danificar o computador e até mesmo facilitar o roubo de sua senha.
De posse dessas informações, os bandidos poderão usar seu nome para abrir contas de cartão de crédito, solicitar crédito imobiliário ou se passar por você em transações online.
EMAIL E MSN
Links perigosos também podem chegar até você em formato de vírus, através de emails ou mensagens do MSN. Ao clicar nesse link, você será direcionado ao arquivo contaminado. Vítima de invasão, terá a sua senha roubada e um arquivo inserido no seu histórico de conversas do Messenger. Nunca clique em um link sem verificar para onde ele irá te levar!
Atenção à dica: coloque o cursor sobre o link, sem clicar, e verifique qual endereço eletrônico aparece na barra de status, localizado na parte inferior da tela. Ela lhe indica para onde você será direcionado. Se o endereço não corresponder ao link, ou for desconhecido, não acesse.
COMPUTADORES PÚBLICOS
É preciso ter atenção ao navegar em computadores públicos, que são bastante utilizados por crackers. Neles, os mal-intencionados "escondem" a sua identidade e aproveitam o anonimato para realizar ataques. Caso você tenha acessado alguma página através da sua senha, é de suma importância clicar em 'logout'. Não basta apenas fechar a janela do navegador ou digitar outro endereço.
Em LAN houses, cibercafés, conferências, aeroportos e telecentros, onde registros de login e senha são mais vulneráveis, não é aconselhável fazer compras, verificar email ou acessar bancos onlines, nem salvar logins ou senhas, que geralmente são sugeridas pelos administradores de webmails.
Se você usa computadores públicos muito freqüentemente, é necessário alterar sua senha regularmente.
TESTE SUA SENHA
Uma forma essencial de proteger informações pessoais armazenadas em seu computador e em contas online é ter uma senha forte. Teste aqui a força da sua chave de acesso!
Para se ter uma idéia, uma senha em branco (nenhuma senha) em sua conta é mais segura do que uma senha fraca, como seqüências ou caracteres repetidos "1234". No entanto, não é recomendado usar uma senha sem caractere algum. Um invasor considera senha forte aquela que conta com uma seqüência aleatória de caracteres.
DICAS
- Use uma senha longa (no mínimo 14 caracteres) e todo o teclado, com alguns caracteres especiais (&@$, por exemplo)
- Combine letras, números e símbolos (uma senha de 15 caracteres composta somente de letras e números aleatórios é cerca de 33.000 vezes mais forte do que uma senha de 8 caracteres composta de elementos de todo o teclado)
- Pense em uma frase que você possa lembrar facilmente (será a base de sua senha forte ou frase secreta)
- Verifique se o computador ou sistema online aceita a frase secreta diretamente. Caso contrário, converta-a em uma senha (primeira letra de cada palavra da frase pode formar uma palavra sem sentido)
- Misture letras maiúsculas, minúsculas e números - Não substitua apenas caracteres semelhantes a letras, como '1' no lugar de 'i' ou '@"no lugar de 'a'
- Evite usar seu nome, data de aniversário, número de previdência, placa de carro ou palavras escritas de trás para frente
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Um artista havaiano se especializou em criar peças de origami - a arte japonesa de criar objetos a partir de papel dobrado - com notas de dólar.
As criações de Won Park, de 38 anos, vão desde animais, como peixe, aranha, sapo e escorpião, a roupas, objetos e espaçonaves da série Jornada nas Estrelas.
"Eu venho fazendo origami desde os 5 anos de idade", diz Won Park.
"Minha primeira professora foi a minha mãe, que me ensinou modelos simples. Depois, eu progredi para coisas mais complicadas. E o próximo passo foi começar as minhas próprias criações".
"Agora, eu só uso notas de dólares no meu trabalho", completa.
Brasília - A participação dos negros no mercado de trabalho brasileiro aumentou desde a segunda metade da década de 90. No entanto, as condições de trabalho e de renda ainda continuam muito aquém das registradas pela população branca.
De acordo com o Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil 2007-2008, elaborado pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 20,6 milhões de pessoas ingressaram no mercado de trabalho de 1995 a 2006. Desse número, apenas 7,7 milhões eram brancos. O restante, 12,6 milhões de pessoas, eram pardas e pretas.
No entanto, ao observar o rendimento mensal real do trabalho, a desigualdade de raça e a de gênero prevalecem. O vencimento médio dos homens brancos em todo país equivalia, em 2006, a R$1.164,00, valor 53% maior do que a remuneração obtida pelas mulheres brancas, que era de R$ 744,71. O rendimento dos homens brancos era ainda 98,5% superior ao dos homens negros e pardos, que era de R$ 586,26. Era ainda 200% superior ao rendimento das mulheres negras.
Para o pesquisador do Departamento Intersindical de Estatística e de Estudos Socioeconômicos (Dieese) Clemente Ganz Lúcio, que também integra grupo de trabalho do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) sobre políticas de eqüidade, a diminuição da desigualdade no mercado de trabalho depende de vários fatores, mas especialmente do acesso da população negra à educação de qualidade.
“Os avanços que podem ser conquistados dependem de vários fatores, entre eles, do crescimento econômico, do processo de desenvolvimento, dos ganhos políticos, da democracia. No caso específico dos negros, um dos fatores que contribuem para essa desigualdade é educação, ou seja o acesso à educação de qualidade. Enquanto os negros não chegaram no mesmo ritmo ao ensino universitário, ao ensino técnico, aos postos de trabalho de qualidade, a diferenciação de renda não vai cair.”
O aumento da participação da população negra nos últimos anos no Brasil na população economicamente ativa, na opinião de Clemente Ganz Lúcio, já pode ser reflexo da adoção do sistema de cotas nas universidades a partir de 2003.
"As cotas, em certa medida, geram a oportunidade para a população negra ocupar um espaço cujo acesso exclusivamente meritório, ou seja, pela capacidade, acabava excluindo esses alunos. O que a experiência tem mostrado é que essas pessoas estão tendo um desempenho equivalente ao dos demais estudantes e, portanto, um investimento continuado poderia propiciar essa mudança. As cotas são um remédio doído para a sociedade porque significam reconhecer uma discriminação, mas podem fazer diferença lá na frente. É evidente que, no futuro, se essa situação for superada, a própria política de cotas desaparece”, avaliou.
O diretor de Cooperação e Desenvolvimento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Mário Theodoro, aponta as razões históricas para a desigualdade, mas ressalta, na publicação Desigualdades Raciais, Racismo e Políticas Públicas 120 Anos após a Abolição, o dilema vivido pelo Brasil moderno que “convive e vive da desigualdade”. "No país que convive e vive da desigualdade, o negro, ao perder o lugar central no mundo do trabalho, não deixou de exercer um papel social como o núcleo maior dos pobres, prestadores de serviços aos quais as classes médias recorrem ostensiva e sistematicamente”, destaca.
Para Clemente Ganz Lúcio, é importante destacar o reconhecimento da existência da desigualdade e sua redução ao longo dos últimos anos, um avanço a ser comemorado. “O que nós temos que observar é o fato de que temos uma redução da desigualdade. Ainda é grande, mas até pouco tempo não era nem reconhecida. À medida que se reconhece que a desigualdade é um problema estrutural, ou seja, ele não é momentâneo, faz parte da nossa história e da constituição da organização econômica e social do país, observarmos a mudança no sentido de que a desigualdade é um resultado a ser comemorado”, destacou.
“Deve ser comemorado no sentido de que caminhamos no sentido da redução dessa desigualdade. Deve nos preocupar, deve ser um alerta, deve ser um indicativo de que a gente deve estar o tempo todo combatendo, mas também identificando se as ações que estão sendo implementadas estão contribuindo para que ocorra uma diminuição dessa desigualdade", acrescentou.
Ele lembrou que a luta contra a discriminação é recente no Brasil e que ainda há muito caminho a ser percorrido para eliminar o problema. “A história nos mostra que os processos sociais que levam a essa mudança não são imediatos, ou seja, é uma construção social que leva tempo. Mais ou menos o tempo de quanto as políticas publicas, os movimentos sociais e a organização da sociedade estão dispostas a promover a transformação daquela realidade. Mas, de todo modo, levam-se anos, gerações para que ocorram mudanças substantivas nesse aspecto. A própria questão da discriminação racial é uma luta dos últimos 100 anos. Pegando a história da humanidade, é uma luta de pouco tempo, assim como a luta pela igualdade entre homens e mulheres. São conquistas que não são pequenas”, avaliou.
Pesquisa divulgada nesta semana pelo Dieese e pela Fundação Seade mostra que os salários pagos na região metropolitana de São Paulo a profissionais não-negros ainda representam o dobro dos rendimentos dos negros. Em 2007, de acordo com a pesquisa, o rendimento médio por hora dos negros era de R$ 4,36, contra R$ 7,98 dos não-negros.
1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.
6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".
8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".
9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
- Pai, eu preciso fazer um trabalho para a escola! Posso te fazer uma pergunta?
- Claro, meu filho, qual é a pergunta?
- O que é política, pai?
- Bem, política envolve:
1. povo;
2. governo;
3. poder econômico;
4. classe trabalhadora;
5. futuro do país.
- Não entendi. Dá para explicar?
- Bem, vou usar a nossa casa como exemplo: sou eu quem traz dinheiro para casa, então eu sou o poder econômico. Sua mãe administra, gasta o dinheiro, então ela é o governo. Como nós cuidamos das suas necessidades, você é o povo.
Seu irmãozinho é o futuro do país e a Zefinha, babá dele, é a classe trabalhadora.
Entendeu, filho?
- Mais ou menos, pai. Vou pensar.
Naquela noite, acordado pelo choro do irmãozinho, o menino, foi ver o que havia de errado. Descobriu que o irmãozinho tinha sujado a fralda e estava todo emporcalhado.
Foi ao quarto dos pais e viu que sua mãe estava num sono muito profundo.
Foi ao quarto da babá e viu, através da fechadura, o pai na cama transando com ela. Como os dois nem percebiam as batidas que o menino dava na porta, ele voltou para o quarto e dormiu.
Na manhã seguinte, na hora do café, ele falou para o pai:
- Pai, agora acho que entendi o que é política.
- Ótimo filho! Então me explica com suas palavras.
- Bom, pai, acho que é assim: enquanto o poder econômico fode a classe trabalhadora, o governo dorme profundamente. O povo é totalmente ignorado e o futuro do país fica na merda!!!
O vice-presidente da República, João Belchior Marques Goulart, foi eleito, em duas eleições sucessivas: em 1955, vice de Juscelino Kubitschek, e, em 1960, de Jânio Quadros. Na renúncia deste último, em 1961, Jango estava em missão oficial na China. Uma parcela castrense recusava sua posse, apesar de ter sido eleito democraticamente.
Todavia, não contava com expressivo número de oficiais legalistas das mais diversas patentes, que defendiam o cumprimento da Constituição. Era uma grande parte do que havia de melhor nas Forças Armadas. Finalmente, chegou-se a uma solução de compromisso, instituindo-se o Parlamentarismo, cujo primeiro-ministro foi Tancredo Neves, enquanto João Goulart tornava-se presidente da República, evitando-se uma luta fratricida.
O radicalismo, então predominante, não cessou, malgrado o gesto de conciliação, hoje superado pela disciplina com que vêm se conduzindo as três Armas há vários anos.
Em 1964, com o País dividido, aconteceu o Golpe de Estado, tornando-se o presidente João Goulart um proscrito até a sua morte no exílio, em 1976, nunca mais tendo vindo ao Brasil.
Intercalando essas considerações, é importante ressaltar que Jango caiu mais por suas virtudes do que pelos seus defeitos. Incapaz de armazenar e cultivar ódios, pela conhecida vocação conciliadora, inclusive quando da sua deposição, convencendo oficiais legalistas a não reagir, a fim de evitar um banho de sangue, foi responsável pela não conflagração entre patrícios.
Este espaço é curto para citar iniciativas que tomou em defesa da soberania e da emancipação econômica do Brasil, demonstrando extremada preocupação com a população mais pobre, desde o princípio da sua carreira política.
O Jango, por exemplo, da lei que controlava a remessa de lucros das empresas estrangeiras para o exterior; o Jango, grande latifundiário no Rio Grando Sul, defensor de uma autêntica reforma agrária; o Jango que controlou a importação de matérias primas para a indústria farmacêutica multinacional, dando tratamento preferencial aos laboratórios brasileiros; a obrigatoriedade de reinvestimentos dos lucros de grupos internacionais na economia interna; a política externa independente; a constituição da Eletrobras; o regime jurídico do trabalhador rural e o abono de família no campo; até chegarmos ao momento crucial das reformas de base, que provocaram a sua deposição pela força das armas.
A anistia ao presidente João Goulart são desculpas oficiais do Brasil, segundo o presidente Lula. Também são desculpas irreparáveis pela brutalidade do Golpe, pela violência do Estado.
Finalmente, indagaríamos como anistiar alguém que respondeu por um governo mais democrático do que o de Kubitchesk, em que houve tanta liberdade assegurada aos cidadãos? Afinal de contas, anistia é perdão e, assim sendo, somente caberia plicá-la a quem rasgou a Constituição, ferindo-a mortalmente durante anos de violências físicas, prisões, desaparecimentos, cassações, aposentadorias compulsórias e tantos outros atos condenáveis em nome da democracia suprimida ao povo brasileiro e a milhares de proscritos como o ex-presidente.
Brasília - O Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, será feriado em 225, de um total de 5.561 municípios do país, segundo levantamento da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. A data, que será celebrada em centenas de eventos pelo país, lembra o dia em que foi assassinado, em 1695, o líder Zumbi, do Quilombo dos Palmares, um dos principais símbolos da resistência negra à escravidão.
Texto publicado na página da Seppir, órgão ligado à Presidência da República, explica essa história. Em 1971, ativistas do Grupo Palmares, do Rio Grande do Sul, chegaram à conclusão de que 20 de novembro tinha sido a data de execução de Zumbi e estabeleceram-na como Dia Da Consciência Negra. Sete anos depois, o Movimento Negro Unificado incorporou a data como celebração nacional. Em 2003, a lei 10.639, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabeleceu a data como parte do calendário escolar brasileiro.
"Herdamos os propósitos de Luiza Mahin, Ganga Zumba e legiões de homens e mulheres negras que se rebelaram a um sistema de opressão. Lançaram mão de suas vidas a se conformarem com a prisão física e de pensamento", diz o texto, assinado pela ministra da Seppir, Matilde Ribeiro. Luiza Mahin foi mãe do jornalista e advogado negro Luís Gama, um dos líderes do movimento abolicionista, no século 19. Ganga Zumba foi outro líder de Palmares.
"Orgulhosamente, exaltamos nossa origem africana e referendamos a unidade de luta pela liberdade de informação, manifestação religiosa e cultural. Buscamos maior participação e cidadania para os afro-brasileiros e nos associamos a outros grupos para dizer não ao racismo, à discriminação e ao preconceito racial", continua a ministra, no texto.
"Que este 20 de Novembro, assim como todos os outros, seja de muita festividade, alegria e renove nossas energias para continuarmos nossa trajetória para conquista de direitos e igualdade de oportunidades. Estejamos todos, homens e mulheres negras, irmanados nesta caminhada pela liberdade e pela consciência da riqueza da diversidade racial!”, conclui ela.
O 20 de novembro foi instituído como data de referência para o movimento em contraposição ao 13 de maio, quando foi decretada a abolição da escravatura, a chamada Lei Áurea, pela princesa Isabel, em 1888. O 13 de maio expressa, então, a celebração da generosidade de uma branca em relação aos negros, em vez de enfatizar a própria luta dos negros por sua libertação.
O Dia da Consciência Negra é marcado por manifestações, passeatas e seminários em várias cidades brasileiras. Segundo o site da Seppir, o estado onde mais cidades decretaram a data feriado é o Rio de Janeiro, com 92 municípios.
Cronologia
Mais ou menos em 1600: negros fugidos do trabalho escravo nos engenhos de açúcar, onde hoje são os estados de Pernambuco e Alagoas no Brasil, fundam na serra da Barriga o Quilombo dos Palmares. Os quilombos, eram povoados de resistência, seguiam os moldes organizacionais da república e recebiam escravos fugidos da opressão e tirania. Para muitos era a terra prometida, um lugar para fugir da escravidão. A população de Palmares em pouco tempo já contava com mais de 3 mil habitantes. As principais funções dos quilombos eram a subsistência e a proteção dos seus habitantes, e eram constantemente atacados por exércitos e milícias.
1630: Começam as invasões holandesas no nordeste brasileiro. O que desorganiza a produção açucareira e facilita as fugas dos escravos. Em 1644, houve uma grande tentativa holandesa de aniquilar com o quilombo de Palmares, que como nas investidas portuguesas anteriores, foi repelida pelas defesas dos quilombolas.
1654: Os portugueses expulsam os holandeses do nordeste brasileiro.
1655: Nasce Zumbi, num dos mocambos de Palmares, neto da princesa Aqualtune.
Por volta de 1662 (data não confirmada): Criança ainda, Zumbi é aprisionado por soldados portugueses e levado a Porto Calvo, onde é "dado" ao padre jesuíta António Melo. Este o batizou com o nome de Francisco. Zumbi passou a ajudar nas missas e estudar português e latim.
1670: Zumbi aos quinze anos de idade foge e regressa a Palmares. Neste mesmo ano de 1670, Ganga Zumba, filho da Princesa Aqualtune, tio de Zumbi, assume a chefia do quilombo, então com mais de trinta mil habitantes.
1675: Na luta contra os soldados portugueses comandados pelo Sargento-mor Manuel Lopes, Zumbi revela-se grande guerreiro e organizador militar. Neste ano, a tropa portuguesa comandada pelo Sargento-mor Manuel Lopes, depois de uma batalha sangrenta, ocupa um mocambo com mais de mil choupanas. Depois de uma retirada de cinco meses, os negros contra-atacam, entre eles Zumbi com apenas vinte anos de idade, e após um combate feroz, Manuel Lopes é obrigado a se retirar para Recife. Palmares se estendia então da margem esquerda do São Francisco até o Cabo de Santo Agostinho e tinha mais de duzentos quilômetros de extensão, era uma república com uma rede de onze mocambos, que se assemelhavam as cidades muradas medievais da europa, mas no lugar das pedras haviam paliçadas de madeira. O principal mocambo, o que foi fundado pelo primeiro grupo de escravos foragidos, ficava na Serra da Barriga e levava o nome de Cerca do Macaco. Duas ruas espaçosas com umas 1500 choupanas e uns oito mil habitantes. Amaro, outro mocambo, tem 5 mil. E há outros, como Sucupira, Tabocas, Zumbi, Osenga, Acotirene, Danbrapanga, Sabalangá, Andalaquituche.
1678: A Pedro de Almeida, governador da capitania de Pernambuco, mais interessava a submissão do que a destruição de Palmares, após inúmeros ataques com a destruição e incêndios de mocambos, eles eram reconstruídos, e passou a ser economicamente desinteressante, os habitantes dos mocambos faziam esteiras, vassouras, chapéus, cestos e leques com a palha das palmeiras. E extraiam óleo da noz de palma, as vestimentas eram feitas das cascas de algumas árvores, produziam manteiga de coco, plantavam milho, mandioca, legumes, feijão e cana e comercializavam seus produtos com pequenas povoações vizinhas, de brancos e mestiços. Sendo assim o governador propôs ao chefe Ganga Zumba a paz e a alforria para todos os quilombolas de Palmares. Ganga Zumba aceita, mas Zumbi é contra, não admite que uns negros sejam libertos e outros continuem escravos. Além do mais eles tinham suas próprias Leis e Crenças e teriam que abrir mão de sua cultura.
1680: Zumbi assume o lugar de Ganga Zumba em Palmares e comanda a resistência contra as tropas portuguesas. Ganga Zumba morre assassinado com veneno.
1694: Domingos Jorge Velho e Bernardo Vieira de Melo comandam o ataque final contra a Cerca do Macaco, principal mocambo de Palmares e onde Zumbi nasceu, cercada com três paliçadas cada uma defendida por mais de 200 homens armados, após 94 anos de resistência, sucumbiu ao exército português, e embora ferido, Zumbi consegue fugir.
1695, 20 de Novembro: Zumbi foi traído e denunciado por um antigo companheiro, ele é localizado, preso e degolado aos 40 anos de idade. Zumbí ou "Eis o Espírito", virou uma lenda e foi amplamente citado pelos abolicionistas como herói e mártir.
Tributo
Atualmente, o dia 20 de novembro, feriado em mais de 200 cidades brasileiras, é celebrado como Dia da Consciência Negra. O dia tem um significado especial para os negros brasileiros que reverenciam Zumbi como o herói que lutou pela liberdade e como um símbolo de liberdade. Hilda Dias dos Santos incentivou a criação do Memorial Zumbi dos Palmares.
Várias referências nas artes fazem tributo a seu nome:
“E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?´
Carlos Drummond de Andrade
Após as disputas entre os diversos programas e partidos políticos em cada um dos municípios é a hora de se sentar para analisar os resultados e construir o processo de transição ou de passagem de uma para a outra administração. Nos 75 (setenta e cinco) municípios onde os prefeitos foram reeleitos a transição também será necessária, porém será facilitada pela continuidade do gestor ou gestora que já conhece todos os programas, projetos e atividades que estão em andamento, mesmo assim, é um momento que se deve refletir sobre o novo instante, a prestação de contas e fechamento do mandato que está findando. É hora de se construir um novo mandato, mesmo que tenha sido aprovado nas urnas pela maioria da população, é o momento para se repensar o que faltou realizar e melhorar o que já foi iniciado.
Com relação aos outros 109 (cento e nove) municípios onde estão assumindo novos gestores, o processo de transição tem que ter uma atenção mais cuidadosa e responsável para poder superar os problemas gerados durante o calor da disputa eleitoral, especialmente onde o embate foi mais acirrado e mais febril e o opositor ao gestor atual ganhou a disputa dos votos.
No Brasil, esse processo tem sido ao longo dos anos, desde a passagem de José Sarney para Fernando Collor, de Itamar para Fernando Henrique e deste para Lula, cada vez mais aperfeiçoado. Quem não se lembra do processo de transição de FHC, onde este criou uma equipe do seu governo e contratou outra indicada por Lula para levantar todas as informações e construir o processo de passagem do governo findo para o novo que se elegia? Quem ganhou com isso foi o Brasil, que se fortaleceu no seu processo democrático.
Em Pernambuco, os governantes vêm repassando para os seus sucessores o comando do governo aos novos gestores eleitos, sem que tenha havido nos últimos pleitos, nenhum problema de ordem institucional ou de dificuldades de diálogo, a não ser alguns desencontros e divergências com relação a números e valores.
Porém, com relação aos municípios esse processo de transição ainda tem tido alguns problemas, especialmente naqueles que os adversários do gestor, saem vencedores. Teve município que todos os computadores tiveram seus programas deletados, noutros, não houve qualquer troca de palavras ou de documentos informativos nem ao menos prestação de contas, e, em alguns outros municípios, nem os aparelhos telefônicos estavam presentes nas secretarias e nem na sede da prefeitura, o que se encontrou foram apenas contas atrasadas de telefone, luz, água, dos funcionários e fornecedores, além de outros problemas.
A transição é um processo fundamental de construção da passagem e do repasse das informações de uma administração para a outra que também, foi escolhida de forma direta, através do voto da maioria que naquele momento expressou sua vontade. A eleição é um episódio no processo de participação da população, que tem o poder democrático de escolher o prefeito e os vereadores para representá-lo.
Realizar a transição democrática dos dados e das informações acerca das contas, dos programas, projetos e ações que estão em andamento, é um dos princípios norteadores do gestor que entende que a eleição se encerrou e que deve respeitar a decisão tomada pela maioria do povo. Se a eleição foi acirrada, se os ânimos foram quentes, o processo de condução da transição democrática deve amortizar esse clima, pois após o processo eleitoral, deixa-se de ter vencidos e vencedores, passa a ter apenas, o gestor de todos os munícipes, responsável pela condução da administração pública municipal, aquele que tem que construir o bem comum, que tem que assumir a responsabilidade de gerir os interesses públicos, realizar as obras comunitárias, atender aos sonhos de uma vida melhor para todos.
Um novo jogo online foi desenvolvido em homenagem ao presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama.
O jogo Super Obama World traz o democrata percorrendo um mundo virtual nos moldes do Super Mario World, da Nintendo.
O videogame tem um tom satírico, com Obama coletando bandeiras e se desviando de pitbulls de batom, lobistas e Sarah Palin.
O jogo está disponível, de graça, online, e os seus criadores planejam acrescentar outros episódios ao longo do mandato de Obama na Presidência americana.
O mundo virtual de Obama também tem as lojas de luxo Neiman Marcus e Saks Fifth Avenue, em referência à alegação de que os republicanos gastaram mais de US$ 150 mil em roupas usadas pela candidata republicana a vice, Sarah Palin.
Obama, que como candidato adotou a internet como uma das principais ferramentas de sua campanha, tem sido um fenômeno na rede - simpatizantes do democrata espalharam vídeos como I've got a crush on Obama em vários sites de fãs.
Isso pode explicar porque eleitores jovens preferiram os democratas em uma proporção de mais de dois para um.
Mudança
O Partido Republicano, do candidato derrotado por Obama, John McCain, já considera opções para ampliar e modernizar seus instrumentos de campanha.
Um grupo de jovens republicanos lançou um site chamado Rebuild the Party (Reconstruir o Partido, em tradução livre) para usar melhor a internet, melhorar o apoio de base e, segundo o próprio site, "começar a construir o futuro do nosso partido".
Erick Erickson, que lidera o projeto, disse que o Partido Republicano precisa apoiar a iniciativa e fazer da internet sua prioridade número um.
"A direita tem dificuldades em adotar a internet como deveria", disse. "Há mais gente de direita do que de esquerda online, mas a dificuldade é como atrair essas pessoas", afirmou.
"No dia 15 de janeiro, nós (o Partido Republicano) teremos uma nova liderança. Uma vez que ele - ou ela - assuma o posto, nós queremos ver um novo diretor de tecnologia dentro do Comitê Nacional Republicano", afirmou Erickson.
Patrick Ruffini, ex-diretor de campanha eletrônica do comitê, concorda.
"Esse é o momento de reanimar o partido. Quem quer que sejam os próximos líderes do partido, eles terão que lidar com esse problema de cara", afirmou.
Brasília - A seca continua a castigar o Nordeste. São 359 municípios de oito estados que enfrentam problemas com a estiagem. O Maranhão é o único que não registra o problema.
Na Paraíba, dos 223 municípios, 68 já decretaram situação de emergência. Na Bahia, a seca chega a 90 municípios e no Piaui são 63 cidades.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Paulistana (PI), Ildo José Rodrigues, informa que a situação é preocupante. Lá, pelo menos 4 mil famílias foram atingidas.
Os municípios decretam situação de emergência e aguardam a homologação do decreto pela Defesa Civil nacional, para que passam a ser atendidos pelo governo federal.
No Ceará, a assessora técnica da Defesa Civil do Estado, Ioneide Araújo, informa que 28 municípios estão em situação de emergência, mas esse número deve aumentar.
“Por conta da irregularidade temporal e espacial das chuvas, já temos demandas em diversas regiões do estado, totalizando 71 municípios. Desses já temos 28 em situação de emergência, com 18 já sendo atendidos pelo Exercito.”
Em Pernambuco, 390 mil pessoas sofrem com a seca que atinge 47 municípios. Em Alagoas são 28, e em Sergipe oito cidades estão em situação de emergência. No Rio Grande do Norte, a falta de água chegou a 27 municípios.
Seca no Nordeste
Introdução
Ao contrário do que muitos pensam, a seca não atinge toda região nordeste. Ela se concentra numa área conhecida como Polígono das Secas. Esta área envolve parte de oito estados nordestinos (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e parte do norte de Minas Gerais.
Causas da Seca
As principais causas da seca do nordeste são naturais. A região está localizada numa área em que as chuvas ocorrem poucas vezes durante o ano. Esta área recebe pouca influência de massas de ar úmidas e frias vindas do sul. Logo, permanece durante muito tempo, no sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não gerando precipitações pluviométricas (chuvas).
O desmatamento na região da Zona da Mata também contribui para o aumento da temperatura na região do sertão nordestino.
Características da região
- Baixo índice pluviométrico anual (pouca chuva); - Baixa umidade; - Clima semi-árido; - Solo seco e rachado; - Vegetação com presença de arbustos com galhos retorcidos e poucas folhas (caatinga); - Temperaturas elevadas em grande parte do ano.
Seca, fome e miséria: um problema social
A seca, além de ser um problema climático, é uma situação que gera dificuldades sociais para as pessoas que habitam a região. Com a falta de água, torna-se difícil o desenvolvimento da agricultura e a criação de animais. Desta forma, a seca provoca a falta de recursos econômicos, gerando fome e miséria no sertão nordestino. Muitas vezes, as pessoas precisam andar durante horas, sob Sol e calor forte, para pegar água, muitas vezes suja e contaminada. Com uma alimentação precária e consumo de água de péssima qualidade, os habitantes do sertão nordestino acabam vítimas de muitas doenças.
O desemprego nesta região também é muito elevado, provocando o êxodo rural (saída das pessoas do campo em direção as cidades). Muitas habitantes fogem da seca em busca de melhores condições de vida nas cidades. Estas regiões ficam na dependência de ações públicas assistencialistas que nem sempre funcionam e, mesmo quando funcionam, não gera condições para um desenvolvimento sustentável da região.
Ações para diminuir o impacto da seca
- Construções de cisternas, açudes e barragens; - Investimentos em infra-estrutura na região; - Distribuição de água através de carros-pipa em épocas de estiagem (situações de emergência); - Implantação de um sistema de desenvolvimento sustentável na região, para que as pessoas não necessitem sempre de ações assistencialistas do governo; - Incentivo público à agricultura adaptada ao clima e solo da região, com sistemas de irrigação.
Transposição do rio São Francisco
A transposição do rio São Francisco é um projeto do governo federal que visa a construção de dois canais (totalizando 700 quilômetros de extensão) para levar água do rio para regiões semi-áridas do Nordeste. Desta forma, diminuiria o impacto da seca sobre a sofrida população residente, pois facilitaria o desenvolvimento da agricultura na região.
SÃO PAULO (Reuters) - O índice de pirataria de software no Brasil ainda supera os 50 por cento dos softwares vendidos e caiu apenas um ponto percentual em 2007 contra 2006, mas é o menor entre os vizinhos da América Latina e também dentro do bloco conhecido por BRIC (formado por Brasil, Rússia, Índia e China).
Em 2007, segundo dados apresentados nesta sexta-feira (14/11/2008) pela Business Software Alliance (BSA), 59 por cento dos softwares comercializados no Brasil foram copiados ilegalmente, índice que era de 60 por cento no ano anterior.
As perdas em receita para a indústria de software, entretanto, diante do crescimento anual desse mercado, foram maiores: 1,617 bilhão de dólares, ante as perdas de 1,148 bilhão no ano anterior.
A queda na porcentagem pode parecer pequena, mas, na avaliação de Robert Holleyman, presidente mundial da BSA "mostra uma tendência" de redução. Além disso, destacou, "o Brasil está abaixo da média da América Latina, que foi de 65 por cento, e do BRIC, que foi de 75 por cento."
Para ele, "na medida em que o mundo se volta para as nações do BRIC, o Brasil estar à frente é uma grande oportunidade", afirmou Holleyman, em encontro com a imprensa.
Segundo ele, o governo brasileiro tem sido bastante pró-ativo no combate à pirataria e reconhece a importância da proteção aos direitos autorais.
Os membros da BSA estiveram reunidos com o governo brasileiro na quinta-feira. Para Frank Caramurú, diretor-geral da BSA no Brasil, o governo está bastante consciente, mas "o que falta é a conscientização" das pessoas para que o índice brasileiro caia ainda mais.
"As pessoas relutam a entender que quando usam um software pirata estão impedindo a economia do país de crescer ou de gerar mais empregos", afirmou.
LIÇÃO DA RÚSSIA
O destaque na pesquisa apresentada nesta sexta-feira, no entanto, foi a Rússia, que conseguiu reduzir seu índice de pirataria em sete pontos percentuais em um ano. O país chegou a 2007 com 73 por cento de índice de pirataria entre os softwares vendidos, ante 80 por cento no ano anterior.
Para Holleyman, "o governo russo se deu conta de que tem uma indústria de software muito forte e que combater a pirataria nesse segmento ajudaria a desenvolver a economia do país".
Entre as medidas adotadas pelo governo russo no ano passado, o presidente da BSA citou campanhas de conscientização para o público, o ingresso do país na Organização Mundial do Comércio (OMC), que obrigou as companhias a cumprirem regras de propriedade intelectual, e maior fiscalização às empresas usuários de softwares ilegais.
Segundo o executivo, o fato da indústria estar se fortalecendo naquele país também fez com que o governo contasse com o empenho dos próprios desenvolvedores nas ações para coibir a pirataria.
A média mundial de softwares piratas detectados pela BSA foi de 38 por cento--um acréscimo de 3 pontos sobre 2007--, gerando perdas de 47,809 bilhões de dólares a essa indústria, além de redução na arrecadação de impostos e geração de empregos, como citou a entidade.
O país com menor nível de pirataria é os Estados Unidos, cujo índice em 2007 caiu 1 ponto percentual, para 20 por cento do total.
A nação norte-americana, no entanto, como é o maior mercado mundial de software, foi a que apresentou a maior perda de receita: 8,04 bilhões de dólares.
A Armênia foi em 2007 o país com mais alto índice de pirataria de software, de 93 por cento, ainda que tenha reduzido o percentual em 2 pontos sobre 2006.
No segundo lugar estão empatados Bangladesh, Moldova e Azerbaijão, com 92 por cento dos softwares ilegais.
(Reportagem de Taís Fuoco, Edição de Alberto Alerigi Jr.)
Nossos pais viram filhos quando envelhecem. E tudo que fizermos por eles, será quase nada diante do que fizeram por nós a vida inteira. Essa deveria ser a regra. Infelizmente, muitos filhos não pensam assim. Aí, a velhice, que poderia ser um privilégio para aqueles que atravessam o tempo e conquistam a longevidade, acaba sendo uma tragédia. Sim, porque muitos mergulham num verdadeiro poço de solidão, pela indiferença, descaso e até abandono dos filhos, conseqüentemente, dos netos, a quem tanto amam, apesar dos possíveis danos físicos e até psicológicos provocados pelo tempo. Afinal, essa é a única referência que lhes resta.
Mas parece que os velhos não servem pra mais nada e se tornam apenas um fardo ou um problema, principalmente, quando ficam enfermos. Mesmo quando carregam o mesmo amor pelos seus e a sabedoria que só o tempo é capaz de nos emprestar.
Ninguém lembra o quanto a vida se repete e que, em seu silêncio, eles guardam tantas histórias e tanta sapiência. Quantos dos nossos velhos ficam tristes, tornam-se depressivos e até perdem a vontade de viver, como se estivessem apenas esperando a hora de partir, por puro abandono.
Felizes ou menos infelizes são os que ainda conseguem desfrutar do convívio familiar e das raras atenções que lhes são dispensadas. Mas não são poucos os “execrados”, jogados em asilos, às vezes, por imposição de noras, genros e até de netos. Como jornalista, já testemunhei a solidão desses desafortunados, que esperam uma visita, inutilmente, semanas após semanas e ainda justificam a ausência de familiares como se quisessem se enganar ou fugir da certeza de tanto descaso para sofrer menos.
Coitados dos que ficam enfermos. Muitos deles passam meses e até anos jogados em quartos de hospitais ou até de sua própria casa, nas mãos de enfermeiras, como se não existissem. E elas acabam virando sua própria família e com quem dividem sua tristeza e seu drama. Na família, passam a ser um capítulo à parte, sendo lembrados apenas na hora de pagar as despesas, que sempre “pesam muito”, mesmo que tudo seja pago com seu próprio dinheiro, vindo de alguma renda ou aposentadoria, que deveria sobrar.
Como é possível entender tanto abandono, indiferença e até crueldade de certos filhos por aqueles que lhes deram tudo a vida inteira; zelo, cuidado, sobretudo, o único amor incondicional, aquele que nada pede em troca, apenas dá? Como não lembrar de tantas renúncias que fizeram por nós? Sinceramente, não sei. Será que esses filhos esquecem que vão envelhecer também, se não morrerem antes, e que a forma com que tratam seus pais será o maior exemplo de como devem ser tratados pelos próprios filhos?
Aí não vão poder se queixar de nada, apenas lembrar do que prega a Bíblia: olho por olho, dente por dente. E assim sua velhice será igualzinha àquela que proporcionaram aos seus pais, só porque não souberam amar o quanto foram amados.
Porteirinha (MG) - Às margens da rodovia MGT 122, que liga Montes Claros a Espinosa, no extremo norte de Minas Gerais, sertanejos pobres, mas não a ponto de receberem dinheiro de programas assistenciais do governo, sustentam vir dos céus o único auxílio significativo que recebem para enfrentar a seca que todos os anos castiga a região. O pasto de algumas propriedades desapareceu por completo . Os relatos resignados são de prejuízos com a perda de gado e de lavouras, acompanhados de reclamação do descaso dos órgãos de assistência técnica.
“A ajuda que a gente recebe desse pessoal é só conversa. Ajuda nossa mesmo é de Deus. Governo e prefeito nunca deram aqui nem uma folha para tampar o vento”, resumiu o agricultor Aloeci Francisco Batista, 58 anos, 30 deles vividos na comunidade Curral de Varas, na zona rural do município de Porteirinha. “Todo ano o prejuízo aqui é grande e cada vez fica pior. Plantamos e a lavoura perdeu com o sol. Perdemos animais - porco e até galinha morrem de fome, porque não tem dinheiro para comprar o milho”, acrescentou.
Segundo Aloeci, restaram na propriedade herdada do sogro apenas 20 cabeças de gado após a seca deste ano – as primeiras chuvas começaram esta semana -, pois seis morreram por falta de alimento e outras 20 foram vendidas para evitar prejuízo maior. Ele contabilizou ainda a perda de pelo menos metade do feijão e do milho plantado. Mas ainda assim, sente-se privilegiado quando tem em mente a situação de muitos conterrâneos.
“Tem família carente aqui, com casa cheia de filho. O homem não acha serviço e fica na pobreza, dependendo de Bolsa Família. Os meus filhos, pelo menos, [são seis] já casaram e foram embora”, ressaltou Aloeci.
O agricultor disse sentir falta de uma melhor orientação e de incentivo para produzir. “Se tivesse, nós podíamos plantar mais coisas. Essa caixa eu tô fazendo tirando da goela para ver se molha umas plantinhas e melhora situação da gente, sem nenhuma orientação”, contou, apontando uma caixa d'água de 33 mil litros que está construindo para captar com uma bomba água de córrego no fim da estiagem. Aloeci fez ainda uma mina improvisada para armazenar a água das chuvas.
Ao lado da casa de Aloeci, está em construção a sede do sindicato de pequenos agricultores da comunidade, com três cômodos. O sonho dele é, junto com os colegas, montar um fábrica de polpa de umbu. “É uma planta nativa da terra. O que produz aqui é ele mesmo. Comecei a plantar algodão, milho, feijão, arroz e só tava perdendo. Agora tô plantando mudas de umbu para vender.”
A viagem segue e num pequeno conjunto de casas próximo da sede do município – em Porteirinha não foi decretado estado de emergência – está Manoel Ferreira Viana, 63 anos. As mãos calejadas e o rosto enrugado são marcas de longos anos de trabalho braçal. Nos últimos, ele passou a deixar a cidade durante os períodos de seca, em direção ao sul do estado, “para panhar café, martelando foice e enxada”. Segundo ele, se ficar em casa, “não arruma ajuda de nada”.
“Aqui, quando acha um dia de serviço na roça, o povo ainda chora para não pagar R$ 15”, lamentou Viana, ao revelar que no sul de Minas consegue tirar cerca de R$ 1.000 mensais, que garantem o sustento de três dos cinco filhos que ainda dependem dele e vivem com a esposa, na casa que nem considera mais sua. “Dentro de casa saco vazio não pára em pé. Então, a gente vive mais é na rua.”
Com os olhos marejados, Viana confessou se sentir triste em ter de deixar sua terra natal para arriscar a vida em viagens e voltar, às vezes, só com o dinheiro da passagem e um pouco para saldar as dívidas.
No início da estrada de terra que liga Porteirinha a Pai Pedro, um dos municípios mineiros com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o jovem Reinaldo tenta reverter o emagrecimento de suas poucas cabeças de gado. As costelas das vacas e bezerros saltam aos olhos, mas ele garante que no ano passado a situação era pior, pois “o pessoal não tinha nem selagem nem ração.”
Assim como os outros ouvidos pela Agência Brasil, Reinaldo ressaltou nunca ter sido abordado por nenhum técnico de assistência agrícola para receber qualquer orientação e confirmou que muitos são obrigados a deixar a região em busca da sobrevivência. Ele não está entre esses apenas por razão familiar. “Só não saio porque aqui sou só eu e minha avó e a gente ainda consegue viver. Mas quem não tem condição, se ficar na seca, não acha nada e tem que voar fora.”
Aloeci, Manoel e Reinaldo são apenas alguns entre milhares de cidadãos do Norte de Minas que poderiam ser beneficiados por projetos de desenvolvimento sustentável. Há muitos até mais necessitados que eles. Resta saber se o pacote de R$ 923,3 milhões anunciado pelo governo de Minas para o combate permanente à seca se traduzirá de forma efetiva em resultados na ponta. Pelo sonho de uma vida melhor, os sertanejos esperam que sim.
Darlan Barbosa, 26 anos, simplesmente não consegue dormir sem checar o e-mail. “Se eu fizer isso, fico com um pouco de insônia, dá uma sensação esquisita”, conta. Acostumado a ficar conectado à internet praticamente 24 horas por dia, o proprietário de uma rede de lan houses na Região Metropolitana do Recife confere o e-mail de meia em meia hora. E se pudesse medir em percentual o quanto da sua comunicação é pela internet, Barbosa garante que seria em torno de 80% a 90%. “É muito mais fácil se comunicar por e-mail, porque por mensagem de celular você depende da operadora”, compara.
Longe de ser impressão, essa espécie de ansiedade tecnológica de Darlan vem sendo alvo de vários estudos. O último divulgado foi realizado no Reino Unido e constatou que 44% dos britânicos, ou seja, quase metade deles, sofrem de uma “síndrome” que caracteriza a dificuldade de se conectar à internet. Chamado de “discomgoogolation” - numa mistura de doença com uma referência ao Google, sistema de buscas mais usado na web -, o problema foi diagnosticado por sintomas como aceleração das batidas cardíacas e excesso de atividade cerebral.
A pesquisa com 2,1 mil britânicos ainda concluiu que 76% deles não conseguem viver sem internet e 19% gastam mais tempo online do que no convívio com a família durante a semana. Outro estudo focou na necessidade do indivíduo de checar e-mail. Pesquisadores da Escócia observaram que fazê-lo com muita freqüência pode ser sinal de estresse e classificaram os ansiosos em três categorias: relaxados, orientados e estressados.
Segundo a pesquisa, os primeiros olham o correio eletrônico quando bem entendem, os orientados respondem às mensagens imediatamente e esperam o mesmo das pessoas, enquanto os estressados seriam os que se sentem pressionados a responder a todos os e-mails e não usam a ferramenta como instrumento útil para a vida ou trabalho. A conclusão tirada a partir de 177 questionários ainda constatou que as pessoas do tipo “estressadas” têm menos controle da própria vida.
O publicitário Leonardo Parnes, 23 anos, não considera o termo “estressado tecnológico” agradável aos ouvidos. No entanto, confessa que “não desconecta da internet um segundo por dia”. Para tal façanha, ele não abre mão do PC, de um laptop e de um iPhone, todos com conexão à web. Consumidor assíduo de informações do meio publicitário, ele acredita que a internet causa um efeito parecido com o da TV. “Tem gente que não começa o dia se não ver o jornal na TV pela manhã, a internet é meu meio de informação. Se eu ficar offline por uma hora e meia, sinto que não vou ter mais tempo de correr atrás dessa lacuna”, explica Parnes, que usa e-mail mais do que celular. “Minha mãe e minha namorada já se acostumaram a mandar e-mail em vez de telefonar para falar comigo”, ameniza.
Rio de Janeiro - A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) lançou hoje (3) a 3ª Semana Nacional Segurança com Energia Elétrica. Segundo o presidente da entidade, Luiz Carlos Guimarães, a expectativa é atingir cerca de 150 milhões de pessoas. Durante toda a semana haverá atividades em nove capitais e 51 cidades, com o objetivo de ensinar e conscientizar a população sobre os cuidados a serem tomados para se evitar acidentes com energia elétrica.
“Tem uma série de eventos que estão acontecendo, como informação na conta de luz, blitze educativas em ônibus, em shopping centers, nos locais mais importantes das cidades, lojas de material de construção, canteiros de obras, nas escolas, teatro. Tudo isso gera uma discussão e conscientização sobre o tema”, destacou Guimarães.
A campanha se concentra em quatro tipos de acidentes, que, segundo pesquisa realizada pela Abradee, representam 42% do total de casos: soltar pipa em locais próximos à rede elétrica; instalar antena de TV; construir casas próximas de postes de eletricidades e usar energia elétrica clandestina.
A cirurgia plástica Anita Lustosa, da Central de Tratamento de Queimados do Hospital Pedro II, e o coronel Fernando Suarez, da Secretaria Estadual de Saúde, ressaltaram que os maiores responsáveis pelos acidentes envolvendo queimaduras por eletricidade são furto de energia elétrica, também conhecido como “gato”, e construções irregulares para expandir um imóvel, os chamados “puxadinhos”.
“A queimadura por eletricidade geralmente mata e quando a vítima sobrevive as seqüelas costumam ser muito graves e permanentes”, alertou Anita Lustosa.
Em 2007, foram registrados 1.904 acidentes com rede elétrica. A análise dos dados dos últimos sete anos (2001 a 2007) mostra uma média anual de 992 pessoas acidentadas, sendo que o número de mortos chega a 329 e 266 apresentam lesões graves.
Os dados tambémindicam que, nos últimos sete anos, houve redução das taxas de acidentes, apesar de nos últimos dois anos ter ocorrido uma ligeira reversão, principalmente devido ao aumento do número de mortes decorrentes de ligações elétricas clandestinas. Esses casos passaram de 39, em 2006, para 52, em 2007, o equivalente a uma morte por semana.
Luiz Carlos Guimarães ressaltou, no entanto, que a constante melhoria de coleta de dados pode levar a aparente aumento no número de ocorrências. Segundo ele, na verdade, os acidentes aconteciam, mas não eram reportados.
De acordo com a Abradee, atualmente há 2,5 milhões de quilômetros de rede de distribuição em todo o país, para atender 187 milhões de habitantes, com uma cobertura de 98,7% dos domicílios.
“Com o programa Luz para Todos do governo federal, que tende a universalizar o serviço de energia elétrica no país, campanhas como essa são fundamentais, pois há locais, no meio rural e nas periferias, onde o grau de conscientização em relação aos riscos do uso da energia elétrica é muito baixo”, salientou Guimarães.