
Darlan Barbosa, 26 anos, simplesmente não consegue dormir sem checar o e-mail. “Se eu fizer isso, fico com um pouco de insônia, dá uma sensação esquisita”, conta. Acostumado a ficar conectado à internet praticamente 24 horas por dia, o proprietário de uma rede de lan houses na Região Metropolitana do Recife confere o e-mail de meia em meia hora. E se pudesse medir em percentual o quanto da sua comunicação é pela internet, Barbosa garante que seria em torno de 80% a 90%. “É muito mais fácil se comunicar por e-mail, porque por mensagem de celular você depende da operadora”, compara.
Longe de ser impressão, essa espécie de ansiedade tecnológica de Darlan vem sendo alvo de vários estudos. O último divulgado foi realizado no Reino Unido e constatou que 44% dos britânicos, ou seja, quase metade deles, sofrem de uma “síndrome” que caracteriza a dificuldade de se conectar à internet. Chamado de “discomgoogolation” - numa mistura de doença com uma referência ao Google, sistema de buscas mais usado na web -, o problema foi diagnosticado por sintomas como aceleração das batidas cardíacas e excesso de atividade cerebral.
A pesquisa com 2,1 mil britânicos ainda concluiu que 76% deles não conseguem viver sem internet e 19% gastam mais tempo online do que no convívio com a família durante a semana. Outro estudo focou na necessidade do indivíduo de checar e-mail. Pesquisadores da Escócia observaram que fazê-lo com muita freqüência pode ser sinal de estresse e classificaram os ansiosos em três categorias: relaxados, orientados e estressados.
Segundo a pesquisa, os primeiros olham o correio eletrônico quando bem entendem, os orientados respondem às mensagens imediatamente e esperam o mesmo das pessoas, enquanto os estressados seriam os que se sentem pressionados a responder a todos os e-mails e não usam a ferramenta como instrumento útil para a vida ou trabalho. A conclusão tirada a partir de 177 questionários ainda constatou que as pessoas do tipo “estressadas” têm menos controle da própria vida.
O publicitário Leonardo Parnes, 23 anos, não considera o termo “estressado tecnológico” agradável aos ouvidos. No entanto, confessa que “não desconecta da internet um segundo por dia”. Para tal façanha, ele não abre mão do PC, de um laptop e de um iPhone, todos com conexão à web. Consumidor assíduo de informações do meio publicitário, ele acredita que a internet causa um efeito parecido com o da TV. “Tem gente que não começa o dia se não ver o jornal na TV pela manhã, a internet é meu meio de informação. Se eu ficar offline por uma hora e meia, sinto que não vou ter mais tempo de correr atrás dessa lacuna”, explica Parnes, que usa e-mail mais do que celular. “Minha mãe e minha namorada já se acostumaram a mandar e-mail em vez de telefonar para falar comigo”, ameniza.
Márcia Lira
Fonte: Folha de PE
Longe de ser impressão, essa espécie de ansiedade tecnológica de Darlan vem sendo alvo de vários estudos. O último divulgado foi realizado no Reino Unido e constatou que 44% dos britânicos, ou seja, quase metade deles, sofrem de uma “síndrome” que caracteriza a dificuldade de se conectar à internet. Chamado de “discomgoogolation” - numa mistura de doença com uma referência ao Google, sistema de buscas mais usado na web -, o problema foi diagnosticado por sintomas como aceleração das batidas cardíacas e excesso de atividade cerebral.
A pesquisa com 2,1 mil britânicos ainda concluiu que 76% deles não conseguem viver sem internet e 19% gastam mais tempo online do que no convívio com a família durante a semana. Outro estudo focou na necessidade do indivíduo de checar e-mail. Pesquisadores da Escócia observaram que fazê-lo com muita freqüência pode ser sinal de estresse e classificaram os ansiosos em três categorias: relaxados, orientados e estressados.
Segundo a pesquisa, os primeiros olham o correio eletrônico quando bem entendem, os orientados respondem às mensagens imediatamente e esperam o mesmo das pessoas, enquanto os estressados seriam os que se sentem pressionados a responder a todos os e-mails e não usam a ferramenta como instrumento útil para a vida ou trabalho. A conclusão tirada a partir de 177 questionários ainda constatou que as pessoas do tipo “estressadas” têm menos controle da própria vida.
O publicitário Leonardo Parnes, 23 anos, não considera o termo “estressado tecnológico” agradável aos ouvidos. No entanto, confessa que “não desconecta da internet um segundo por dia”. Para tal façanha, ele não abre mão do PC, de um laptop e de um iPhone, todos com conexão à web. Consumidor assíduo de informações do meio publicitário, ele acredita que a internet causa um efeito parecido com o da TV. “Tem gente que não começa o dia se não ver o jornal na TV pela manhã, a internet é meu meio de informação. Se eu ficar offline por uma hora e meia, sinto que não vou ter mais tempo de correr atrás dessa lacuna”, explica Parnes, que usa e-mail mais do que celular. “Minha mãe e minha namorada já se acostumaram a mandar e-mail em vez de telefonar para falar comigo”, ameniza.
Márcia Lira
Fonte: Folha de PE
3 comentários:
Internet é muito bom, mas temos que ter um certo cuidado. Ainda não me vi desesperado, por não ter aberto todos meus emails. Acho que ainda estou bem. Abraços
Eu começo o dia lendo meus e-mails
Mas não por pressão estresse é curiosidade mesmo.
Sucesso
Abraço
Obrigado a todos pelos comentários e voltem sempre.
Jailson
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