
“E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?´
Carlos Drummond de Andrade
Após as disputas entre os diversos programas e partidos políticos em cada um dos municípios é a hora de se sentar para analisar os resultados e construir o processo de transição ou de passagem de uma para a outra administração.
Nos 75 (setenta e cinco) municípios onde os prefeitos foram reeleitos a transição também será necessária, porém será facilitada pela continuidade do gestor ou gestora que já conhece todos os programas, projetos e atividades que estão em andamento, mesmo assim, é um momento que se deve refletir sobre o novo instante, a prestação de contas e fechamento do mandato que está findando. É hora de se construir um novo mandato, mesmo que tenha sido aprovado nas urnas pela maioria da população, é o momento para se repensar o que faltou realizar e melhorar o que já foi iniciado.
Com relação aos outros 109 (cento e nove) municípios onde estão assumindo novos gestores, o processo de transição tem que ter uma atenção mais cuidadosa e responsável para poder superar os problemas gerados durante o calor da disputa eleitoral, especialmente onde o embate foi mais acirrado e mais febril e o opositor ao gestor atual ganhou a disputa dos votos.
No Brasil, esse processo tem sido ao longo dos anos, desde a passagem de José Sarney para Fernando Collor, de Itamar para Fernando Henrique e deste para Lula, cada vez mais aperfeiçoado. Quem não se lembra do processo de transição de FHC, onde este criou uma equipe do seu governo e contratou outra indicada por Lula para levantar todas as informações e construir o processo de passagem do governo findo para o novo que se elegia? Quem ganhou com isso foi o Brasil, que se fortaleceu no seu processo democrático.
Em Pernambuco, os governantes vêm repassando para os seus sucessores o comando do governo aos novos gestores eleitos, sem que tenha havido nos últimos pleitos, nenhum problema de ordem institucional ou de dificuldades de diálogo, a não ser alguns desencontros e divergências com relação a números e valores.
Porém, com relação aos municípios esse processo de transição ainda tem tido alguns problemas, especialmente naqueles que os adversários do gestor, saem vencedores. Teve município que todos os computadores tiveram seus programas deletados, noutros, não houve qualquer troca de palavras ou de documentos informativos nem ao menos prestação de contas, e, em alguns outros municípios, nem os aparelhos telefônicos estavam presentes nas secretarias e nem na sede da prefeitura, o que se encontrou foram apenas contas atrasadas de telefone, luz, água, dos funcionários e fornecedores, além de outros problemas.
A transição é um processo fundamental de construção da passagem e do repasse das informações de uma administração para a outra que também, foi escolhida de forma direta, através do voto da maioria que naquele momento expressou sua vontade. A eleição é um episódio no processo de participação da população, que tem o poder democrático de escolher o prefeito e os vereadores para representá-lo.
Realizar a transição democrática dos dados e das informações acerca das contas, dos programas, projetos e ações que estão em andamento, é um dos princípios norteadores do gestor que entende que a eleição se encerrou e que deve respeitar a decisão tomada pela maioria do povo. Se a eleição foi acirrada, se os ânimos foram quentes, o processo de condução da transição democrática deve amortizar esse clima, pois após o processo eleitoral, deixa-se de ter vencidos e vencedores, passa a ter apenas, o gestor de todos os munícipes, responsável pela condução da administração pública municipal, aquele que tem que construir o bem comum, que tem que assumir a responsabilidade de gerir os interesses públicos, realizar as obras comunitárias, atender aos sonhos de uma vida melhor para todos.
Roberto Arrais
Fonte: Folha de PE
Carlos Drummond de Andrade
Após as disputas entre os diversos programas e partidos políticos em cada um dos municípios é a hora de se sentar para analisar os resultados e construir o processo de transição ou de passagem de uma para a outra administração.
Nos 75 (setenta e cinco) municípios onde os prefeitos foram reeleitos a transição também será necessária, porém será facilitada pela continuidade do gestor ou gestora que já conhece todos os programas, projetos e atividades que estão em andamento, mesmo assim, é um momento que se deve refletir sobre o novo instante, a prestação de contas e fechamento do mandato que está findando. É hora de se construir um novo mandato, mesmo que tenha sido aprovado nas urnas pela maioria da população, é o momento para se repensar o que faltou realizar e melhorar o que já foi iniciado.
Com relação aos outros 109 (cento e nove) municípios onde estão assumindo novos gestores, o processo de transição tem que ter uma atenção mais cuidadosa e responsável para poder superar os problemas gerados durante o calor da disputa eleitoral, especialmente onde o embate foi mais acirrado e mais febril e o opositor ao gestor atual ganhou a disputa dos votos.
No Brasil, esse processo tem sido ao longo dos anos, desde a passagem de José Sarney para Fernando Collor, de Itamar para Fernando Henrique e deste para Lula, cada vez mais aperfeiçoado. Quem não se lembra do processo de transição de FHC, onde este criou uma equipe do seu governo e contratou outra indicada por Lula para levantar todas as informações e construir o processo de passagem do governo findo para o novo que se elegia? Quem ganhou com isso foi o Brasil, que se fortaleceu no seu processo democrático.
Em Pernambuco, os governantes vêm repassando para os seus sucessores o comando do governo aos novos gestores eleitos, sem que tenha havido nos últimos pleitos, nenhum problema de ordem institucional ou de dificuldades de diálogo, a não ser alguns desencontros e divergências com relação a números e valores.
Porém, com relação aos municípios esse processo de transição ainda tem tido alguns problemas, especialmente naqueles que os adversários do gestor, saem vencedores. Teve município que todos os computadores tiveram seus programas deletados, noutros, não houve qualquer troca de palavras ou de documentos informativos nem ao menos prestação de contas, e, em alguns outros municípios, nem os aparelhos telefônicos estavam presentes nas secretarias e nem na sede da prefeitura, o que se encontrou foram apenas contas atrasadas de telefone, luz, água, dos funcionários e fornecedores, além de outros problemas.
A transição é um processo fundamental de construção da passagem e do repasse das informações de uma administração para a outra que também, foi escolhida de forma direta, através do voto da maioria que naquele momento expressou sua vontade. A eleição é um episódio no processo de participação da população, que tem o poder democrático de escolher o prefeito e os vereadores para representá-lo.
Realizar a transição democrática dos dados e das informações acerca das contas, dos programas, projetos e ações que estão em andamento, é um dos princípios norteadores do gestor que entende que a eleição se encerrou e que deve respeitar a decisão tomada pela maioria do povo. Se a eleição foi acirrada, se os ânimos foram quentes, o processo de condução da transição democrática deve amortizar esse clima, pois após o processo eleitoral, deixa-se de ter vencidos e vencedores, passa a ter apenas, o gestor de todos os munícipes, responsável pela condução da administração pública municipal, aquele que tem que construir o bem comum, que tem que assumir a responsabilidade de gerir os interesses públicos, realizar as obras comunitárias, atender aos sonhos de uma vida melhor para todos.
Roberto Arrais
Fonte: Folha de PE
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