
Finalmente o iPhone chegou ao Brasil. E chegou fazendo barulho. As operadoras Vivo e Claro já estão comercializando os aparelhos e oferecendo planos especiais que envolvem minutos para chamada, pacote de dados e descontos no valor final do equipamento. Mesmo assim, o preço para se ter o smartphone mais desejado de hoje em dia ainda é alto. Nos planos pré-pagos, o custo do iPhone para Pernambuco sai entre R$ 2.299 e R$ 2.599, dependendo do modelo escolhido. Nos pós-pagos com minutos e pacotes de dados inclusos, o valor diminui, ficando em R$ 1.499 para o modelo de 8GB e R$ 1.799 para o de 16 GB. É bom lembrar que este desconto no aparelho é diretamente proporcional ao valor mais alto do plano contratado.
O preço do iPhone para o Brasil representa uma série de taxas e impostos acumulados, e um problema para a população que é, assim, afastada das novas tecnologias. Nos Estados Unidos, o aparelho é vendido dentro de um plano de dois anos da operadora de telefonia AT&T por US$ 199 (aproximadamente R$ 390). A título de comparação, com o valor gasto em um iPhone 3G no Brasil daria para se comprar um notebook de boa configuração ou, até mesmo, dois computadores de mesa (desktops) de configuração mais simples.
A chegada do iPhone está sendo encarada como uma nova era para a popularização do 3G no Brasil. As operadoras apostaram alto e encomendaram um considerável número para suprir a demanda. A Vivo fez um estoque de 200 mil equipamentos. Por sua vez, a Claro encomendou 30 mil iPhones 3G que serão vendidos inicialmente para os clientes que se cadastraram no site para adquirir o gadget.
Atualmente, a única opção para a compra oficial do iPhone em Pernambuco é através da operadora Claro. Até dezembro, os usuários devem contar com a opção da Vivo, que já vende os aparelhos no Brasil, mas ainda não abriu operações no Estado. O grupo TIM já tem contrato com a Apple na distribuição do smartphone na Europa, mas ainda não trouxe o aparelho para o País. A Oi, que prega o desbloqueio dos aparelhos, também não conta com o aparelho em seu catálogo.
A VEDETE
O iPhone 3G é a segunda geração do celular da Apple, empresa que também produz os iPods e Macs. Por tradição, a Apple é uma companhia que preza pelo design e facilidade de uso dos seus produtos. Com o iPhone não é diferente. Contando com uma tela touch screen (sensível ao toque) grande, uma interface que permite a navegação com o deslizar de dedos e um visual externo para lá de sofisticado, o iPhone é uma pequena “jóia” tecnológica. Mas tanta badalação reflete a real funcionalidade do aparelho?
Para um smartphone 3G, o iPhone apresenta algumas limitações pouco justificáveis. Uma das maiores é a falta de uma câmera na parte frontal do aparelho. Isso impossibilita o uso da vídeochamada, uma função básica dos celulares 3G. A própria câmera do iPhone ainda é considerada defasada para o segmento, contando com resolução de apenas 2 megapixels, falta de flash e impossibilidade de gravação de vídeo.
O aparelho também não envia MMS (mensagem com conteúdo multimídia), não transmite rádio e não serve como modem 3G para computadores. Por outro lado, ele apresenta uma boa memória interna (8 GB e 16 GB), se conecta à internet por 3G e wi-fi, tem GPS, incorpora funções de um iPod, se conecta ao iTunes e recebe todo o suporte da Apple para software, atualizações e conteúdo da Apple Store.
No final das contas, o iPhone pode realmente representar uma mudança no cenário da telefonia 3G no Brasil. O aparelho tem seu charme, mas o preço oficial de chegada assusta. Esperar um pouco mais pela concorrência ou o barateamento da tecnologia (e também a melhora da cobertura 3G do Brasil) pode ser uma boa idéia neste caso.
Tárcio Fonseca
Fonte: Folha PE
O preço do iPhone para o Brasil representa uma série de taxas e impostos acumulados, e um problema para a população que é, assim, afastada das novas tecnologias. Nos Estados Unidos, o aparelho é vendido dentro de um plano de dois anos da operadora de telefonia AT&T por US$ 199 (aproximadamente R$ 390). A título de comparação, com o valor gasto em um iPhone 3G no Brasil daria para se comprar um notebook de boa configuração ou, até mesmo, dois computadores de mesa (desktops) de configuração mais simples.
A chegada do iPhone está sendo encarada como uma nova era para a popularização do 3G no Brasil. As operadoras apostaram alto e encomendaram um considerável número para suprir a demanda. A Vivo fez um estoque de 200 mil equipamentos. Por sua vez, a Claro encomendou 30 mil iPhones 3G que serão vendidos inicialmente para os clientes que se cadastraram no site para adquirir o gadget.
Atualmente, a única opção para a compra oficial do iPhone em Pernambuco é através da operadora Claro. Até dezembro, os usuários devem contar com a opção da Vivo, que já vende os aparelhos no Brasil, mas ainda não abriu operações no Estado. O grupo TIM já tem contrato com a Apple na distribuição do smartphone na Europa, mas ainda não trouxe o aparelho para o País. A Oi, que prega o desbloqueio dos aparelhos, também não conta com o aparelho em seu catálogo.
A VEDETE
O iPhone 3G é a segunda geração do celular da Apple, empresa que também produz os iPods e Macs. Por tradição, a Apple é uma companhia que preza pelo design e facilidade de uso dos seus produtos. Com o iPhone não é diferente. Contando com uma tela touch screen (sensível ao toque) grande, uma interface que permite a navegação com o deslizar de dedos e um visual externo para lá de sofisticado, o iPhone é uma pequena “jóia” tecnológica. Mas tanta badalação reflete a real funcionalidade do aparelho?
Para um smartphone 3G, o iPhone apresenta algumas limitações pouco justificáveis. Uma das maiores é a falta de uma câmera na parte frontal do aparelho. Isso impossibilita o uso da vídeochamada, uma função básica dos celulares 3G. A própria câmera do iPhone ainda é considerada defasada para o segmento, contando com resolução de apenas 2 megapixels, falta de flash e impossibilidade de gravação de vídeo.
O aparelho também não envia MMS (mensagem com conteúdo multimídia), não transmite rádio e não serve como modem 3G para computadores. Por outro lado, ele apresenta uma boa memória interna (8 GB e 16 GB), se conecta à internet por 3G e wi-fi, tem GPS, incorpora funções de um iPod, se conecta ao iTunes e recebe todo o suporte da Apple para software, atualizações e conteúdo da Apple Store.
No final das contas, o iPhone pode realmente representar uma mudança no cenário da telefonia 3G no Brasil. O aparelho tem seu charme, mas o preço oficial de chegada assusta. Esperar um pouco mais pela concorrência ou o barateamento da tecnologia (e também a melhora da cobertura 3G do Brasil) pode ser uma boa idéia neste caso.
Tárcio Fonseca
Fonte: Folha PE
1 comentários:
É um sonho de telefone, pena que seu custo é para mim proibitivo.
Vim ver as novidades e desejar que tenha um ótimo final de semana.
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